No MUDE - Museu do design e moda de Lisboa, ate 10 de Junho de 2012
Rua Augusta, 24 - Lisboa
Eis a proposta da exibicao, transcrita do site do MUDE. Clique aqui.
"Qual a sua ideia de felicidade?
Viver em contacto com aqueles que amo, com as belezas da natureza, com uma quantidade de livros e música, e ter, em proximidade, um teatro francês (Marcel Proust, 1886).
Temo que seja uma muito elevada. Realmente não tenho coragem de dizer o que é. E se o fizesse, provavelmente destruiria pelo simples facto de a colocar em palavras (Marcel Proust, 1892).
Marcel Proust responde duas vezes a um questionário muito voga na Belle Époque parisiense. A primeira, em 1886, com apenas 13 anos. A segunda, sete anos depois. À época tratava-se de um jogo de salão denominado Confissões que entretinha os convivas. Desde então, este questionário notabilizado com o nome deste ensaísta e romancista francês, tem vindo a ser respondido por inúmeras personalidades, revelando tanto a identidade e natureza de cada individuo, como a maneira de cada um construir e projectar uma imagem de si próprio.
Diz-me do que gostas…dir-te-ei quem és tem assim como ponto de partida o questionário Proust. Lançámos este repto aos designers de moda no activo que apresentam regularmente as suas colecções em cada estação, associando-o a outras questões sobre as suas influências e referências. Procurámos construir o BI psicológico de cada designer, revelando um pouco mais sobre a sua personalidade e estado de espírito, conscientes que cada resposta oferece apenas uma fotografia do momento presente...Das suas preferências, identificações, frustrações, gostos, aspirações e valores. Do modo como se vêem a si próprios, da sua relação com o outro e com o mundo que os rodeia. Dados que acabam por indirectamente permitir conhecer melhor o trabalho de cada designer. Algumas das respostas traduzem-se em livros, músicas, filmes e objectos pessoais presentes ou evocados ao longo da exposição. Todo este material informativo enquadra alguns coordenados de referência de cada criador, escolhidos pelos próprios: a proposta realizada no final de curso, nos casos em que isso foi possível, uma peça referência e uma proposta das colecções de 2012. No total, falamos de c. de 60 coordenados, de finais dos anos 80 até à actualidade.
Diz-me do que gostas…dir-te-ei quem és tem assim como ponto de partida o questionário Proust. Lançámos este repto aos designers de moda no activo que apresentam regularmente as suas colecções em cada estação, associando-o a outras questões sobre as suas influências e referências. Procurámos construir o BI psicológico de cada designer, revelando um pouco mais sobre a sua personalidade e estado de espírito, conscientes que cada resposta oferece apenas uma fotografia do momento presente...Das suas preferências, identificações, frustrações, gostos, aspirações e valores. Do modo como se vêem a si próprios, da sua relação com o outro e com o mundo que os rodeia. Dados que acabam por indirectamente permitir conhecer melhor o trabalho de cada designer. Algumas das respostas traduzem-se em livros, músicas, filmes e objectos pessoais presentes ou evocados ao longo da exposição. Todo este material informativo enquadra alguns coordenados de referência de cada criador, escolhidos pelos próprios: a proposta realizada no final de curso, nos casos em que isso foi possível, uma peça referência e uma proposta das colecções de 2012. No total, falamos de c. de 60 coordenados, de finais dos anos 80 até à actualidade.
Diz-me do que gostas…dir-te-ei quem és procurou assim apresentar um retrato do panorama actual da moda em Portugal, reconhecendo as diferentes gerações em presença, os distintos percursos e as várias linguagens, estilos e atitudes. Vinte e dois designers estão presentes, desde a pioneira Ana Salazar que criou um estilo muito próprio celebrizado na marca com o seu próprio nome, até aos novos criadores como os White Tent ou Os Burgueses, passando por sólidos autores, como José António Tenente, Filipe Faísca e Luís Buchinho, entre muitos outros... A todos eles, o nosso obrigada. Sem a sua disponibilidade e participação, esta exposição não tinha sido possível. São eles o objecto, a matéria e a finalidade última de Diz-me do que gostas…dir-te-ei quem és."
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