As fotos estão meio esquisitas... foram tiradas em dezembro último, em pleno inverno e alta escassez de luz.







O que vcs vêem são ruínas, mas lhes asseguro que este lugar já teve muita vida e eu mesma vivi momentos muitos felizes lá. E o resto é história. Oh, vida!!
Mas por que isto em pleno domingo? Momento nostalgia? Não!!!
É o seguinte, desenvolvi um problema bravo com a balança que não quer se resolver e comecei a tentar entender de onde ele vem. É preciso sempre entender a causa, para achar a solução. Vamos aos fatos.
Como disse, vivi uns anitos nesse lugar aí em cima, onde a vida era o mais puro conceito de BIO que pode existir. Lá se comia e bebia o que se plantava.
Frutas, verduras, legumes (incluindo batatas), mel, vinho, azeite, galinhas, pato, coelho, porco, cabra, queijo, etc.
Se comiam as frutas e verduras da época, se guardava o que era possível, como batatas, milho, centeio (para fazer o pão) e as carnes e enchidos que se faziam lá mesmo.
Era assim que se vivia e eu era uma criança saudável e feliz.
Com 6 aninhos, minha família se mudou para o Brasil e eu ganhei significativos quilos que ao longo dos anos vão e vem, sem pudores.
O que mudou? O que como e como como!!!!
Cresci no Paraná e briguei com a balança por anos, mas sempre estive acima do peso. Houve momentos em que comi direitinho e tudo esteve bem. Mas nem sempre fui capaz de comer direitnho!!
Quando fui pra São Paulo a casa literalmente caiu. Por 10 anos comi o mais puro lixo!!! É admirável com um ser humano pode se alimentar por 10 anos de PURO lixo. O resultado? Muitos quilos na balança que não se querem ir, nem por decreto. Talvez, porque eu ainda continue a comer lixo, apesar do meu esforço sobrehumano para voltar a comer saudavelmente.
Congelados não entram mais aqui em casa. Tenho tentado cozinhar sempre que possível. Tenho comprado frutas e verduras frescas, todas as semanas. Carne vermelha está quase banida (comi qdo fui ao Brasil por que não resiste à costela assada). Mas ainda estou comendo um monte de porcaria industrializada, que além de ser super sem sabor, só faz engordar. E voltar a cozinhar demora tempo. É sempre mais prático preprar pão-com-qualquer-coisa ou uma massa do que cozinhar de maneira apropriada. Hábitos de mais de 15 anos (faculdade + São Paulo) que não se querem ir.
Mas o unviverso (acredito nele!!) tem me feito refletir, sabe?
A minha mãe decidiu pegar no pé ferozmente. Essa coisa de comer de maneia saudável, mas com todo o sabor, sabe? Na sexta ela estava me ensinado a preparar coelho!!! Frase dela: o coelho pede louro, boa pimenta e um bom vinho branco (qdo ele está sendo temperado).
Até fiquei me imaginando assando um coelhinho, devidamente temperado com alho, louro, pimenta e vinho. E para acompanhar, batatas assadas e um bom vinho. Só que não encontrei coelho por aqui para comprar, mas na França deve ter (esta é a vantagem de morar na fronteira da Suiça, França e Alemanha).
Outra mensagem do universo... Ontem comprei um queijinho de cabra de comer de joelhos, desses super artesanais. Hhhhhmmmm, era o gosto das montanhas materializado. Ao contrário daquelas coisas industrializadas horrorosas.
Viva o verdadeiro sabor!! Viva a vida!!!! Chega de lixo!!!
E minha briga com a balança continua, ferrozmente. Mas tenho fé.
Um comentário:
Briga com balança? Me chamou? Hehehe... Bem, eu já nasci gordinha. Nunca fui obesa, mas nunca fui magra. Já estive mais magra que hoje, já estive mais gorda que hoje. Minha meta é melhorar a qualidade da alimentação e me exercitar, mas não deixar de lado o prazer da comer. Uma costela de vez em quando não é o que vai te prejudicar, e sim, o "pão-com-qualquer-coisa" diário. É uma luta difícil... mas boa sorte para nós!
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